Palestra com Fred Pacheco Maratona Jubilar História de Santa Zita 60 Anos da Paróquia

Palestra com Fred Pacheco

Participe conosco, no dia 25/10, desta fantástica palestra sobre Santidade ministrada por FRED PACHECO, fundador da Banda DOM! Será na Paróquia Santa Zita, às 20h e aberta ao público! E ao final da palestra Fred cantará conosco a música "Tudo é do Pai", de sua autoria e gravada pelo Pe. Fábio de Melo! Não percam esta grande oportunidade!


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Meditação Mês de março de 2016

13 de Março de 2016, por Padre Marcel


Meditação
Mês de março de 2016

O lava-pés

O ato do lava-pés, durante a última ceia, é a representação de tudo o que foi a vida de Jesus na terra: o fato de levantar-se da mesa (tomar a iniciativa), depor o manto (despojar-se de sua glória), lavar e enxugar os pés dos discípulos (abaixar-se até nós para perdoar os nossos pecados). Eis aqui, expresso em um gesto muito simples, o amor infinito de Deus para conosco mostrando-nos, assim, o mistério da vida e da morte humana. Poucas horas antes de passar deste mundo para o Pai, a vida e a morte de Jesus é uma só realidade, não estão um ao lado do outro como se fossem dois momentos separados, mas ao contrário, da morte dele brota a vida. Como Deus fez para dar esta vida aos homens? Ele se encarnou para poder lavar os nossos pés (perdoar-nos e servir-nos até a morte) “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). A vida eterna consiste em aceitar esta lavagem. Temos aqui, traduzido na nossa linguagem humana, o amor infinito de Deus, a única e verdadeira lavagem do homem, a lavagem capaz de habilitar o homem para a comunhão com Deus, isto quer dizer, capaz de fazê-lo livre.
Assim, a única condição da salvação é o “Sim” ao amor de Deus (deixar-se lavar por ele) que se tornou possível em Cristo. O homem, por incrível que pareça, tem a capacidade de rejeitar o amor de Deus, e o Evangelho mostra dois tipos de rejeição. O primeiro é o de Judas. Ele representa o homem que não quer ser amado, embora tenha deixado Jesus lavar seus pés exteriormente; no seu coração é o homem que pensa apenas na possessão, que vive somente para as coisas materiais. Por esta razão São Paulo diz que a avareza é idolatria (Cl 3,5), e Jesus ensina que não se pode servir a dois senhores: há uma exclusividade entre o serviço de Deus e o do Dinheiro (Mt 6,24); um camelo não passa pelo fundo da agulha (Mc 10,25).
O segundo é o de Pedro. Ele não é um homem materialista, mas um homem religioso. O perigo é que o “devoto”, o homem que vive na religiosidade natural, não queira aceitar a realidade, ou seja, que ele também precisa do perdão, que os seus pés estão sujos. “Jamais me lavarás os pés!” (Jo 13,8). O risco do “devoto” consiste em pensar que não precisa da bondade de Deus, de não aceitar a graça, como acontece ao filho mais velho na parábola do filho pródigo, aos operários da primeira hora (Mt 20,1-16), aos que murmuram e são invejosos porque Deus é bom.
O gesto do lava-pés nos ensina que ser cristão significa deixar-se lavar por Jesus, ver claramente que precisamos da sua misericórdia, ou em outras palavras, crer. Aceitar que Jesus lave os nossos pés significa entrar na ação do Senhor, participar da mesma ação, deixar-se identificar com esse gesto, de maneira que se torne nosso gesto. Acolher Jesus, ter fé nele, quer dizer: continuar o banho, lavar com Cristo os pés sujos do mundo. Jesus disse: “Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés, uns aos outros” (Jo 13,14). Fazer Páscoa significa deixar-se lavar os pés (aceitar o amor gratuito de Deus) e lavar os pés uns dos outros (morrer a nós mesmos, para amar e servir os outros). “Ele morreu por todos a fim de que aqueles que vivem não vivem mais para si, mas para aquele que morreu e ressuscitou por ele” (2Cor, 5,15).

(Tirado em parte de “Joseph Ratzinger, Il cammino pasquale)